Déda Oliveira: uma vida dedicada à poesia, à música e à cultura nordestina


Nascido em 4 de agosto de 1979, em Conceição, no Vale do Piancó, Paraíba, Rivonaldo Inácio de Oliveira, conhecido artisticamente como Déda Oliveira, construiu uma trajetória marcada pela valorização da cultura popular nordestina. Poeta, repentista, músico, cantor, compositor, radialista e cordelista, o artista reside atualmente em Santana de Mangueira, onde também desenvolveu parte significativa de sua história cultural.
Seu contato com a arte começou ainda na adolescência. Aos 15 anos, iniciou os primeiros acordes no violão e passou a experimentar a composição de estrofes e quadras. A convivência com poetas repentistas, cantorias de viola e folhetos de literatura de cordel, muitos deles levados para casa por seu pai, teve papel importante em sua formação.

A influência familiar também esteve presente por meio da prática de cantar e improvisar versos durante o trabalho na agricultura. Ao longo dos anos, Déda ampliou seus conhecimentos por meio da literatura de cordel, da Bíblia, de enciclopédias e de estudos relacionados à natureza, à história e à cultura.
Na música, passou por bares, festas, serestas e comemorações, além de participar de eventos e apresentações ao lado de artistas e grupos de forró. Em 2010, lançou seu primeiro CD, intitulado “O sertão não sai da gente”.
No ano seguinte, participou do Forrofest 2011, em Campina Grande, conquistando o segundo lugar na Paraíba com a composição “O Nordeste precisa da transposição”. A música também foi apresentada no programa Nordeste Caboclo, dos poetas Geraldo Amâncio e Carneiro Portela, exibido pela TV Diário, em Fortaleza.
Hino de Santana de Mangueira
Uma das principais marcas de sua trajetória cultural em Santana de Mangueira é a composição do Hino de Santana de Mangueira, criado em 2013, por ocasião dos 50 anos de emancipação política do município.
Na obra, Déda Oliveira reúne elementos da história local, dos primeiros habitantes, da paisagem e das características de Santana de Mangueira, transformando aspectos da identidade do município em versos.
Pela contribuição à cultura local, o artista recebeu homenagem da administração municipal e, em 2015, recebeu o título de Cidadão Santanense.
Quase oito anos no rádio
A relação de Déda com Santana de Mangueira também se consolidou por meio da comunicação. Na Rádio Santana FM, atuou como locutor e apresentador durante quase oito anos, conduzindo programas voltados principalmente à música e à cultura nordestina.

Sua forma irreverente e dinâmica de apresentar os programas fez com que ficasse conhecido como “Déda Oliveira, a Irreverência do Rádio”.
Entre os programas que fundou estão Bom Dia Sertão, O Canto do Uirapuru, O Forrozão do Dedão e Violas e Poesias da Santana FM.
Além da produção artística e da atuação no rádio, Déda participa voluntariamente da organização de eventos culturais em Santana de Mangueira, incluindo festas juninas, apresentações, cantorias de viola e shows.
O artista também integra grupos de trovadores e grupos voltados ao estudo de temas relacionados ao Nordeste, como o cangaço. Atualmente, continua produzindo poesias e literatura de cordel, com trabalhos relacionados à história nordestina e ao Vale do Piancó.
Entre suas produções estão “O pão de cada dia”, “O sertão não sai da gente”, “O Nordeste precisa da transposição”, “Poesia anatômica”, “Pai ‘Pêdo’, o famoso pai-de-santo”, “Paz à humanidade”, “Um planeta em apuros” e “Voltando pra casa”, além dos Hinos de Santana de Mangueira e de Sant’Ana.
A trajetória de Déda Oliveira está diretamente ligada à preservação e divulgação da cultura popular nordestina. Por meio da música, poesia, repente, cordel e rádio, o artista mantém viva a valorização das histórias, dos saberes, das tradições e da memória cultural do Nordeste.
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Informações: paraibacriativa.com.br





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