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Alunas de 10 e 11 anos representarão Conceição em torneio de robótica

Foto do escritor: Redação do Portal
Redação do Portal
26 de set.
3 min de leitura

Aos 11 e 10 anos, respectivamente, Maria Soffya Ramalho e Ana Lavinia Queiroz Lucena já têm um importante desafio pela frente. Alunas do Colégio João Herman Rodrigues de Figueiredo, elas representarão o município de Conceição (PB) na TJR Etapa Patos, torneio de robótica que será realizado no dia 27 de outubro, no Patos Shopping.


As estudantes integram a equipe Algoritmo do Sertão e disputarão o Nível 1 do Torneio Juvenil de Robótica (TJR). Ao todo, elas participarão de cinco modalidades: Sumô, Cabo de Guerra, Viagem ao Centro da Terra, Resgate no Plano e Resgate de Alto Risco.

A equipe tem como técnico o professor Ericléverson Ramalho, responsável pela preparação das estudantes para os diferentes desafios da competição.


A expectativa é de que a TJR Etapa Patos reúna mais de 100 equipes, promovendo um encontro entre estudantes, professores e competidores envolvidos com a robótica.

Além da experiência de participar de uma competição desse porte, Maria Soffya e Ana Lavinia têm um objetivo ainda maior: conquistar uma vaga para a etapa nacional da TJR, prevista para os dias 5 e 6 de dezembro, no estado de São Paulo.


Cinco modalidades e diferentes desafios


A participação em cinco modalidades exige uma preparação diversificada. Cada prova apresenta características e desafios próprios, envolvendo conhecimentos de programação, construção, montagem, testes, raciocínio lógico e resolução de problemas.

No Sumô, os robôs entram em confronto dentro de uma arena, exigindo estratégias de movimentação e programação. Já no Cabo de Guerra, aspectos relacionados à construção e ao desempenho dos robôs são colocados à prova.


As modalidades Viagem ao Centro da Terra, Resgate no Plano e Resgate de Alto Risco apresentam outros tipos de missões e obstáculos, fazendo com que as competidoras desenvolvam, testem e adaptem soluções para cada desafio.


Para estudantes de 10 e 11 anos, a participação em cinco modalidades também representa uma oportunidade de conhecer diferentes aplicações da robótica e colocar em prática conhecimentos utilizados na solução de problemas.


Preparação que supera a distância


A preparação da equipe Algoritmo do Sertão também envolve uma rotina diferenciada. Como o técnico reside em outra cidade, parte do acompanhamento é realizada de forma remota.

Maria Soffya e Ana Lavinia participam de aulas on-line síncronas, realizadas ao vivo, nas quais recebem orientações e trabalham principalmente conteúdos relacionados à programação dos robôs.


Entre os encontros, as estudantes mantêm uma rotina de estudos e práticas, dando continuidade às atividades propostas e buscando soluções para os problemas encontrados durante a preparação.

Nos treinamentos presenciais, o trabalho é voltado principalmente para atividades que exigem contato direto com os equipamentos, como construção e montagem dos robôs, testes, ajustes mecânicos e integração entre programação e estrutura física.


Segundo o professor Ericléverson Ramalho, técnico da equipe, a dinâmica de preparação também contribui para o desenvolvimento da autonomia das estudantes.


“A distância nos fez buscar uma metodologia diferente de treinamento. Trabalhamos principalmente a programação durante os encontros on-line e utilizamos os momentos presenciais para montagem, testes e ajustes dos robôs. Elas também estudam e praticam entre os treinamentos. Isso exige autonomia e dedicação e mostra que, quando existe interesse e vontade de aprender, a distância não precisa impedir a construção de novas oportunidades.”


Robótica e protagonismo desde cedo


A preparação para a TJR vai além de fazer um robô funcionar. Maria Soffya e Ana Lavinia precisam identificar problemas, testar hipóteses, lidar com erros, modificar estratégias e buscar novas soluções.


A participação em cinco modalidades amplia esse desafio, já que as características dos robôs e de suas programações precisam ser adaptadas de acordo com cada prova.


A experiência também aproxima as estudantes de áreas como programação, robótica, engenharia e tecnologia, além de estimular habilidades como criatividade, raciocínio lógico, persistência, tomada de decisão e trabalho em equipe.


De Conceição para Patos — com São Paulo no horizonte


Até o dia 27 de outubro, a rotina da equipe continuará entre computadores, códigos, peças, montagens, testes, erros, correções e novas tentativas.

Em Patos, Maria Soffya Ramalho e Ana Lavinia Queiroz Lucena terão pela frente cinco modalidades e a oportunidade de representar a equipe Algoritmo do Sertão, o Colégio João Herman Rodrigues de Figueiredo e o município de Conceição.


Caso conquistem a classificação, as estudantes poderão disputar a etapa nacional da TJR, nos dias 5 e 6 de dezembro, no estado de São Paulo.

Para Maria Soffya, de 11 anos, e Ana Lavinia, de 10, a caminhada até a competição já representa uma experiência de aprendizagem, autonomia e descoberta.


De Conceição para Patos. E de Patos, quem sabe, para São Paulo. 🤖🚀


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